sábado, 18 de dezembro de 2010

A tristeza de Tinga: ‘Pior ano da minha carreira’

Tinga carrega uma filosofia de vida: nas grandes vitórias, procura olhar para o derrotado, pensar como ele se sente, imaginar como seria se estivesse do outro lado. Ele parece valorizar a derrota como ensinamento. E é por isso que não consegue assimilar o golpe da queda nas semifinais do Mundial de Clubes - porque é forte demais para ele. Levar 2 a 0 do Mazembe deixou o jogador claramente abalado. Três dias depois da partida, a dor ainda estava desenhada no rosto dele.
É uma derrota dupla para Tinga: como jogador e como torcedor. É por isso que ele chega a considerar 2010, por mais paradoxal que seja, o pior ano de sua carreira. Ter vencido a Libertadores não ameniza o baque da perda do Mundial.
- Era um sonho muito grande desse grupo vencer o Mundial. É difícil de explicar. Nenhuma explicação é grande como o sentimento que temos no quarto, ao ir dormir. Para mim, o ano termina de forma péssima. Como pode, num ano em que ganhei a Libertadores, tudo terminar de forma tão ruim? É isso que está acontecendo. Por incrível que pareça, em um ano em que ganhei a Libertadores, tenho o sentimento de que foi o pior ano da minha carreira.
Agora, resta a disputa do terceiro lugar. Tinga tenta juntar forças para o duelo com o Seongnam, da Coreia do Sul, neste sábado.
- Mesmo não conseguindo o objetivo principal, temos um compromisso com a gente mesmo, com nosso torcedor, de vencer. É nosso compromisso com um clube muito grande.
A dor de Tinga é proporcional à esperança que ele tinha de ser campeão mundial. O jogador estava muito confiante. Ausente em 2006, ele pretendia tapar a lacuna que tinha na carreira. Pelo menos em 2010, não foi possível.

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