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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Sem ser procurado pelo River, D'Ale pode permanecer no Inter

D´Alessandro no desembarque do InternacionalEmbora o ano tenha terminado com muitas especulações, declarações de amor mútuas entre o argentino D'Alessandro e o River Plate, o meia argentino começa a dar sinais de que deve permanecer no Internacional. Segundo o melhor jogador da América - eleito pelo jornal uruguaio "El Pais" na última quinta -, em entrevista à Rádio argentina "La Red", ainda não houve nenhuma proposta ou contato do clube.
O camisa 10 colorado afirmou que, nem ele, nem seu procurador foram procurados. E acrescentou que, caso desejassem contar com o seu futebol, deveriam "procurar o Inter, não ficar só em palavras".
- Não quero iludir ninguém. Preciso ser franco. Mas não chegou nada. Nem a mim nem a meu empresário. Todos sabem do carinho que sinto pelo River - afirmou na entrevista.
Apesar de reiterar seu carinho pelo time que o revelou, D'Alessandro lembrou que ainda tem um ano e meio de contrato com os gaúchos. Contrato que, aliás, disse pretender cumprir até o fim.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Jogadores do Inter aprovam permanência de Celso Roth

 Estádio Beira-Rio
Bolivar no desembarque do InternacionalBolivar, na chegada do Inter após o Mundial
(Foto: Eduardo Cecconi )
Sob a iminência de uma renovação do contrato entre Inter e Celso Roth, os jogadores manifestam-se favoráveis à permanência do treinador colorado. Bolívar, capitão da equipe, e o volante Wilson Matias falaram sobre o assunto assim que a delegação chegou dos Emirados Árabes, após a conquista da 3ª colocação no Mundial de Clubes da Fifa.
- Eu e todos os jogadores gostamos muito do Celso. Ele não pode ser crucificado. Se ele permanecer nós ficaremos muito felizes - resumiu Bolívar, líder do grupo no vestiário.
Wilson Matias também defendeu o técnico das críticas:
- A gente não pode deixar a crítica apenas sobre o Roth. Quando ganha, ganha todo mundo. E quando perde também é assim. A culpa é de todos.
Ainda nesta semana a diretoria do Inter reúne-se com o treinador para viabilizar a renovação. O contrato atual encerra-se com a passagem de ano.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Lúcio telefona para o Internacional e explica declarações

Lúcio adotou o discurso do “não foi bem isso que eu quis dizer”. Depois de chutar o balde e indicar salto alto na eliminação colorada nas semifinais do Mundial de Clubes, o zagueiro do Internazionale telefonou nesta sexta-feira para o hotel que serve de concentração à delegação gaúcha em Abu Dhabi e tentou explicar suas colocações. Ele disse que foi mal-interpretado.
O jogador, ex-atleta colorado, conversou com Newtom Drummond, diretor-executivo de futebol do Inter. Segundo o clube, ele pediu desculpas pelo que disse, mas ressalvou que a imprensa não fez a análise correta de sua opinião, dada logo depois da vitória de 3 a 0 sobre o Seongnam, na quarta-feira. O clube aceitou a versão do jogador. E o convidou para visitar o elenco no domingo, quando estiver encerrado o Mundial.
Mas as explicações de Lúcio soam estranhas. Quando criticou o Inter, ele falou textualmente o seguinte:
- Foi mais a festa no Beira-Rio. Alguns jogadores já prometiam levar o título para Porto Alegre. Isso não é coisa que se deve dizer antes da competição. Soa como falta de respeito. Acho que foi algo que serve de lição. Acredito que prometer um título antes de uma competição, fazer uma festa, não é um ponto positivo. A confiança em excesso acaba atrapalhando. Foi o que aconteceu com o Internacional. Eles subestimaram e acabaram perdendo o jogo.
Os jogadores do Inter reagiram. Bolívar foi quem mais pegou pesado. Disse que ele não tem história no clube. D’Alessandro afirmou que ele foi desrespeitoso com as declarações. Já Celso Roth, que treinou o zagueiro nos tempos de Beira-Rio, argumentou nesta sexta-feira que a opinião de Lúcio pode ser consequência da pressão que o clube dele sofre para ganhar o Mundial.
- Com certeza, ele não fez isso com maldade. É um jogador que eu conheço muito bem. Tem muita qualidade. É uma questão momentânea. Talvez a pressão tenha feito isso - comentou Roth.

A tristeza de Tinga: ‘Pior ano da minha carreira’

Tinga carrega uma filosofia de vida: nas grandes vitórias, procura olhar para o derrotado, pensar como ele se sente, imaginar como seria se estivesse do outro lado. Ele parece valorizar a derrota como ensinamento. E é por isso que não consegue assimilar o golpe da queda nas semifinais do Mundial de Clubes - porque é forte demais para ele. Levar 2 a 0 do Mazembe deixou o jogador claramente abalado. Três dias depois da partida, a dor ainda estava desenhada no rosto dele.
É uma derrota dupla para Tinga: como jogador e como torcedor. É por isso que ele chega a considerar 2010, por mais paradoxal que seja, o pior ano de sua carreira. Ter vencido a Libertadores não ameniza o baque da perda do Mundial.
- Era um sonho muito grande desse grupo vencer o Mundial. É difícil de explicar. Nenhuma explicação é grande como o sentimento que temos no quarto, ao ir dormir. Para mim, o ano termina de forma péssima. Como pode, num ano em que ganhei a Libertadores, tudo terminar de forma tão ruim? É isso que está acontecendo. Por incrível que pareça, em um ano em que ganhei a Libertadores, tenho o sentimento de que foi o pior ano da minha carreira.
Agora, resta a disputa do terceiro lugar. Tinga tenta juntar forças para o duelo com o Seongnam, da Coreia do Sul, neste sábado.
- Mesmo não conseguindo o objetivo principal, temos um compromisso com a gente mesmo, com nosso torcedor, de vencer. É nosso compromisso com um clube muito grande.
A dor de Tinga é proporcional à esperança que ele tinha de ser campeão mundial. O jogador estava muito confiante. Ausente em 2006, ele pretendia tapar a lacuna que tinha na carreira. Pelo menos em 2010, não foi possível.